30 de dezembro de 2008

O que é co-criar de forma consciente e responsável?

Parte 1

Para que se aborde este assunto é preciso antes compreender alguns conceitos.

O ser humano é um co-criador
Todos nós, seres humanos ao pensar e sentir, estamos constantemente co-criando com o Universo. Criamos a partir do princípio que, sempre quando pensamos e sentimos estamos gerando formas-pensamento-sentimento em outros planos dimensionais.

Por exemplo: Lembre-se de um fato que tenha sido muito bom para a humanidade. Ao fazê-lo você criou no plano mental da 5ª dimensão (a dimensão onde atuam os pensamentos) uma imagem. A mesma que imaginou. Automaticamente esta lembrança desencadeou algumas emoções (à partir da 4ª dimensão - plano emocional), emoções que se acoplam automaticamente à forma que imaginou, Como se cada sentimento tivesse uma etiqueta de destinatário, que é dada pelo pensamento do momento.
De acordo com a qualidade da freqüência emocional, esta forma-pensamento-sentimento se estabilizará na 4ª ou 5ª dimensão
Ao pensar na humanidade, à direcionou para o plano coletivo, ou para qualquer coisa ou pessoa na qual você possa ter pensado no momento. É assim que estamos criando, o tempo todo.
Amando, odiando, julgando, acolhendo... O tempo todo, toda a humanidade está co-criando e jogando nos planos sutis suas criações.

É claro que, em primeira instância, já podemos perceber o porque da situação de nosso planeta estar um desastre. Simplesmente, porque a maior parte do tempo a humanidade está co-criando de forma irresponsável e inconseqüente. E o vem fazendo por milhares de anos.

Grande parte dos fatos que ocorrem em nossas vidas sem causa aparente vem de formas-pensamento-sentimento plantadas em vidas passadas. Sim, porque ao pensar constantemente de uma determinada forma acabamos por gerar um padrão que vai gerando um auto-condicionamento. Estas co-criações passam a nos acompanhar vida após vida gerando muitas vezes uma verdadeira bola de neve, mas que pode ser revertida ao recondicionarmos nosssos padrões para um novo patamar.

Porque dizer co-criar e não simplesmente criar?
Acontece que, apesar do ser humano ser tão "criativo" ao criar, estamos utilizando a matéria prima do universo, proveniente da Fonte-que-tudo-é (o que muitos denominariam de Deus). Esta matéria prima é constituída de átomos que permeiam várias outras dimensões; estando presentes em todo o universo. Estamos falando dos elementais, conhecidos também como "Elementais da natureza".

O que é ser um co-criador responsável?
É medir previamente as conseqüências de seus pensamentos e emoções. Mas se não for o caso, o que é totalmente compreensível, ao deixar fluir criações desarmônicas (sentimentos de ódio, desavença, etc.) basta sobrepor à elas suas contrapartes harmônicas para neutralizá-las.
E isto já é um trabalho consciente. Mais ainda; é o princípio da evolução ativa, onde se imprime uma força consciente finalmente capaz de neutralizar os impulsos primitivos gerados pela ignorância espiritual do ego.
Ao desenvolver esta atitude consciente até torná-la um hábito, a vida deixa de ser um bate-bate e paulatinamente passa a ser um barco fluindo suavemente por um rio de águas tranqüilas; mesmo que à sua volta tudo esteja uma bagunça.

Ser um Co-criador consciente é deixar de ser totalmente controlado e influenciado pelo ambiente para tornar-se o senhor de seu universo pessoal, onde suas emoções passam a ser um instrumento da harmonia universal.

Se nos perguntassem o que preferiríamos sentir, ódio ou amor? Raiva ou Compaixão? Ira ou Compreensão?; sem dúvida a grande maioria dos seres humanos escolheriam o caminho da harmonia e do amor.
Para começar a trilhar este caminho, o do co-criador consciente; é preciso antes de tudo, que exista essa necessidade no coração. É preciso almejar pela harmonia, sonhar com ela, persegui-la a cada instante. Da mesma forma que um estudante procura sua formatura.

Com doses de determinação e disciplina, é possível avançar aos poucos para um novo padrão de energia ao condicionar paulatinamente seus pensamentos, desprogramando os padrões desqualificados e re-inserindo novos padrões harmõnicos.

Autoria: Paulo Armel
Fim da primeira parte